Motoristas de aplicativos podem ser vistos como microempreendedores

A possibilidade de aliar inovação e empreendedorismo não depende de grandes investimentos. Quando se trata de desenvolver estratégias inovadoras para o negócio, as oportunidades também estão ao alcance dos que ainda iniciam um negócio, como, por exemplo, os Microempreendedores Individuais (MEI). O tema foi abordado na Semana MEI, evento desenvolvido ao longo da semana pelo Sebrae Pará. Dentre os destaques está a possibilidade de os motoristas de aplicativos serem enquadrados como microempreendedores.

Gerente da Unidade de Relacionamento Empresarial do Sebrae no Pará, Keyla Reis aponta que o tema da inovação no empreendedorismo é transversal, já que pode estar presente em diferentes formas. “É preciso quebrar o paradigma de que o pequeno negócio não pode ter acesso à inovação”, reforçou. “Não é a compra de equipamentos que garante a inovação, mas as pequenas práticas seja nos serviços oferecidos, ou na abordagemcom o cliente”, completou.

Seguindo essa lógica, o meio digital é encarado como um ambiente muito propício para gerar inovação ao negócio, independente do seu tamanho. Além de deter ferramentas que estão muito presentes na rotina de todos, o meio digital ainda oferece como facilidade o fato de ser gratuito, dependendo do instrumento utilizado.

MOTORISTAS

Dentro deste meio, a inovação se fez presente na prática de uma atividade que tem crescido em todo o país, os motoristas por aplicativo. No último dia 15 deste mês, um decreto do Governo Federal incluiu os motoristas por aplicativo na categoria de microempreendedor individual. A medida garante o acesso a uma série de benefícios que, fora desta condição, não seria possível. “Já que são caracterizados como autônomos, os motoristas de aplicativo não têm retaguarda nenhuma. Se ele adoece e não pode trabalhar por um período, por exemplo, ele não ganha”, considera. “O MEI vem justamente trazer essa segurança beneficiária para o motorista de aplicativo”.

A gerente do Sebrae destaca que os microempreendedores individuais contribuem com uma taxa única que varia de R$ 50 a R$ 60. Em contrapartida, passam a ter acesso a todos os benefícios previdenciários, como auxílio doença, auxílio maternidade e aposentadoria. “Essa é a porta de entrada para o empreendedorismo formal”, aponta.

Fábio Gaúcho, 49, atua há dois anos e meio como motorista de aplicativo, atividade que exerce nos períodos em que não está no emprego formal. Apesar da segurança já proporcionada pelo primeiro emprego, ele acredita que o decreto irá trazer inúmeros benefícios aos motoristas de aplicativos. “Achei importante a lei porque são várias vantagens até pela seguridade social que o motoristapassa a ter”, considera.

Ele destaca que, em muitos casos, a atividade de motorista mediada por aplicativos acaba sendo o primeiro emprego de muitas pessoas e, agora, há a possibilidade de exercer a função de forma regularizada.

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