Objetivo é impedir aprovação de uma lei na Califórnia que transformaria parceiros em empregados

O governo do estado da Califórnia está estudando a aprovação de um projeto de lei chamado “Assembly Bill 5”. Se receber luz verde, obrigaria companhias do setor de corridas e entregas a enquadrar seus atuais parceiros como empregados, fornecendo um salário mínimo e outros benefícios. Prevendo o impacto local (e global) que essa mudança pode causar, companhias como Uber e Lyft se uniram impedir a lei.

Nas últimas semanas, as marcas anunciaram investimentos de US$ 60 milhões com o objetivo de criar uma petição coletiva para decidir se o projeto de lei continua ou é interrompido. Ao abrir espaço para que os motoristas parceiros possam opinar, o objetivo das companhias mostrar que um vínculo empregatício seria menos vantajoso pois eliminaria a autonomia dessas pessoas para decidir os dias e horários em que gostariam de trabalhar com o aplicativo.

Nova parceria

Em uma landing page criada para recolher assinaturas da petição, a Uber reforça sua opinião de que a lei não beneficiaria os parceiros e, em troca, se compromete a oferecer outros benefícios para os motoristas californianos, como ganhos de US$ 21 por hora durante o uso do app a trabalho, remuneração em caso de acidente ou doenças e a formação de uma espécie de conselho dentro da companhia, na qual representantes manifestariam os pedidos da categoria.

À parte do setor de corridas, a DoorDash, startup que trabalhar com couriers para fazer a retirada e entrega de produtos, também afirmou que contribuirá com US$ 30 milhões para viabilizar a petição.

A votação para decidir o destino da Assembly Bill 5 está programada para acontecer no meio de setembro, antes do final da sessão legislativa. Porém, caso a lei seja aprovada o diretor jurídico da Uber, Tony West, disse que a empresa continuará litigando as reivindicações de emprego de seus motoristas. “Assim como fizemos na última década, litigaremos esses casos”.

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