Aplicativos como Uber e Cabify estão enfrentando duros reveses na Espanha nos últimos dias.

O governo da Catalunha propôs novas regras para os veículos chamados por aplicativos, apelidados de VTC no país. A medida mais polêmica é exigir que os clientes não possam mais pedir um carro de forma imediata: será preciso fazer a solicitação ao menos 15 minutos antes.

No entanto, os taxistas catalães acharam pouco tempo: eles queriam que a reserva tivesse de ser feita até 24 horas antes do embarque, e iniciaram uma greve que durou seis dias.

Após negociações, o governo da Catalunha decidiu que cada cidade poderá determinar a antecedência obrigatória da reserva, até o limite de uma hora. A cidade de Barcelona optará pelo tempo máximo, segundo a prefeita Ada Colau.

Outro ponto polêmico previsto é a proibição do uso de geolocalização dos carros, o que impedirá os usuários de saber se há veículos por perto, por exemplo. As novas regras devem entrar em vigor nos próximos dias.

Como resposta, Uber e Cabify ameaçaram parar de atuar em Barcelona, mas ainda negociam com o governo. Em Barcelona, há 2.134 VTCs e 10.523 táxis.

Animados pelas mudanças na Catalunha, os taxistas de Madri também iniciaram uma greve, para exigir que a limitação de tempo também seja adotada na capital espanhola. Uma paralisação dos condutores de táxi na cidade chegou ao quarto dia nesta quinta (24).

Os taxistas espanhóis querem garantir para si a possibilidade de atender aos clientes de forma imediata, seja por um chamado na rua ou por aplicativo. Ao proteger seu mercado da concorrência, os motoristas evitam perder dinheiro. Para os usuários, se reduzem as opções de transporte, assim como a chance de pagar menos.

Nos próximos anos, outras batalhas virão, com a chegada dos carros sem motorista e dos modelos híbridos entre ônibus e táxi. Resta ver como os governos tratarão disso.

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